Redução da pressão da água em SP economiza 105 bilhões de litros; volume abasteceria 4 cidades por um mês
A estratégia de reduzir a pressão da água durante a noite na Região Metropolitana de São Paulo alcançou uma marca histórica: 105 bilhões de litros economizados desde agosto do ano passado. Para se ter uma ideia da magnitude, esse volume seria suficiente para abastecer as cidades de São Paulo, Guarulhos, São Bernardo e Mauá juntas por 30 dias.
A medida, adotada pelo Governo de São Paulo e pela Arsesp, visa preservar os mananciais diante da pior estiagem dos últimos dez anos e dos desafios da emergência climática.
Como funciona o cronograma?
Desde setembro, o horário de redução de pressão foi ampliado para garantir a segurança hídrica:
- Horário: Das 19h às 5h da manhã seguinte.
- Objetivo: Diminuir desperdícios e vazamentos na rede durante o período de menor consumo.
Tecnologia contra a seca
Diferente de crises anteriores, o estado agora utiliza um modelo inédito de monitoramento com 7 faixas de atuação, que orientam os gestores sobre quais medidas tomar conforme o nível dos reservatórios (como o Cantareira). O sistema integra dados de sete represas, permitindo decisões rápidas e baseadas no conjunto total de água disponível.
Bilhões em investimentos e novas obras
A Sabesp, agora desestatizada, planeja investir mais de R$ 5 bilhões até 2027 em obras de resiliência. Algumas entregas recentes já reforçam o sistema:
- Rio Itapanhaú: Bombeamento de 2.500 litros por segundo para o Sistema Alto Tietê.
- Interligação Billings-Alto Tietê: Obra em execução para captar água em São Bernardo.
- Estação Rio Grande: Ampliação que beneficia mais de 120 mil pessoas.
O papel da população
Apesar dos investimentos técnicos em transposições (como a Jaguari-Atibainha) e novas estações de tratamento, a equipe técnica reforça que o uso consciente continua sendo essencial. Em períodos de altas temperaturas e pouca chuva, evitar o desperdício ajuda a manter a segurança de todo o sistema.



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