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São Paulo registra queda nos novos casos de HIV pelo 9º ano consecutivo; redução chega a 56%

São Paulo registra queda nos novos casos de HIV pelo 9º ano consecutivo; redução chega a 56%

A cidade de São Paulo celebra uma marca histórica na saúde pública: a redução contínua de novos casos de HIV pelo nono ano seguido. Segundo o novo Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), as notificações despencaram de 3.761 (em 2016) para 1.662 em 2025, uma queda acumulada de 56%.

A melhora nos indicadores foi sentida em todos os perfis, mas o destaque principal fica para os homens jovens (15 a 24 anos), onde a redução no número de casos chegou a impressionantes 65%. Entre as mulheres, o recuo foi de 40,4% no período.

O segredo do sucesso: PrEP e Prevenção Itinerante

Especialistas apontam que o principal fator para esses números é a expansão da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) — o comprimido que previne a infecção antes do risco. Atualmente, a capital paulista conta com cerca de 80 mil pessoas cadastradas no programa.

“Temos investido em ações que derrubam barreiras, com oferta de atendimento em horários ampliados e em espaços públicos”, destaca Cristina Abbate, coordenadora de IST/Aids da cidade.

Prevenção no seu caminho: Metrô e Unidades Móveis

Para facilitar o acesso, a prefeitura descentralizou os serviços. Hoje, o cidadão não precisa necessariamente ir a um hospital para se prevenir ou testar. Confira as opções:

  • Estação República (Linha 3-Vermelha): Estação Prevenção – Jorge Beloqui.
  • Máquinas Automáticas: Retirada de PrEP e PEP em estações de metrô selecionadas.
  • Armários de Autoteste: Disponíveis via QR Code para retirada rápida e segura de kits de teste.
  • Canal SPrEP: Atendimento online pelo aplicativo e-saúdeSP.
  • PrEP na Rua: Unidades itinerantes que realizam testes em locais de grande circulação.

Recorde de Testagens

Em 2025, foram realizados mais de 545 mil testes rápidos na capital. O aumento de 168% nas atividades “extramuros” (fora das unidades de saúde) mostra que a população está mais consciente e buscando o diagnóstico precoce, o que é essencial para quebrar o ciclo de transmissão do vírus.

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