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Saúde de SP reduz em 23% os casos de transmissão de sífilis da mãe para o bebê

Saúde de SP reduz em 23% os casos de transmissão de sífilis da mãe para o bebê

A cidade de São Paulo registrou um avanço histórico e serve como referência nacional na área de saúde pública. De acordo com os dados mais recentes da Prefeitura, entre os anos de 2022 e 2025, a capital paulista conseguiu reduzir em quase 23% o número de casos de sífilis congênita, que é a transmissão da infecção da mãe para o bebê durante a gestação.

Com essa queda expressiva, o município atingiu a taxa de 6,1 casos por mil nascidos vivos. Esse índice coloca a cidade em uma posição significativamente inferior à média nacional registrada, que é de 9,6 casos por mil nascidos vivos.

A Importância do Diagnóstico e Tratamento Rápido

A sífilis congênita ocorre quando a bactéria Treponema pallidum passa da gestante para o feto. Se não houver o tratamento adequado, a doença pode trazer consequências severas para a criança, tais como:

  • Aborto ou óbito neonatal;
  • Má formação fetal;
  • Cegueira e surdez.

No entanto, a transmissão é 100% evitável. Nesse sentido, a Prefeitura disponibiliza de forma totalmente gratuita testes rápidos e tratamento com penicilina benzatina (benzetacil) em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) e Serviços de Atenção Especializada (SAEs). Se a gestante e seu parceiro realizarem o tratamento correto durante o pré-natal, o bebê nasce completamente saudável.

Ações Estratégicas e Monitoramento Local

A redução de 976 casos em 2022 para 749 em 2025 é fruto direto do Plano Municipal de Enfrentamento à Sífilis Congênita. Enquanto o Ministério da Saúde estabelece uma meta de redução de 5% ao ano, São Paulo superou as expectativas por meio de ações coordenadas:

  • Descentralização e Monitoramento: Criação de 350 Planos de Ação Locais implementados pelos Núcleos de Vigilância em Saúde (Nuvis-AB), que adaptam as estratégias para a realidade de cada bairro.
  • Tratamento do Parceiro: Intensificação da busca ativa pelos parceiros sexuais das gestantes, fator crucial para evitar a reinfecção da mãe — que hoje é a maior causa de falha no tratamento.

Selo de Boas Práticas e Excelência

Como reflexo dessa integração inédita entre a vigilância em saúde e a atenção básica, o sistema municipal não apenas trata a doença, mas busca a gestante e o parceiro precocemente.

Dessa forma, em 2025, a Prefeitura premiou 46 unidades de saúde com os selos Ouro, Prata e Bronze para incentivar a excelência no atendimento. Unidades que registram menos de 2,5 casos por mil nascidos vivos recebem a graduação máxima.

Portanto, o objetivo da gestão paulistana é continuar aprimorando esses trabalhos inovadores para garantir que a trajetória de queda da sífilis congênita se mantenha firme nos próximos anos.

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