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CPI do Metanol: Mulher condenada por adulteração de bebidas presta depoimento na Câmara de SP

CPI do Metanol: Mulher condenada por adulteração de bebidas presta depoimento na Câmara de SP

A investigação sobre a falsificação de bebidas alcoólicas em São Paulo ganhou novos capítulos nesta terça-feira (14/04). A CPI do Metanol, da Câmara Municipal, ouviu o depoimento de Vanessa Maria da Silva, condenada em primeira instância a sete anos de reclusão por operar uma fábrica clandestina no ABC Paulista.

O esquema de falsificação

Durante a reunião, realizada de forma remota a partir da Penitenciária Feminina Sant’Ana, Vanessa admitiu que realizava a adulteração de bebidas desde 2021. De acordo com o seu depoimento, o processo consistia em encher garrafas de marcas caras com produtos de baixo custo, comprados em redes de mercados populares e adegas da região.

Entretanto, a depoente negou o uso intencional de metanol nas misturas. Ela alegou que as bebidas utilizadas possuíam nota fiscal e procedência original. Apesar disso, as investigações apontam o local gerido por ela como a origem das garrafas consumidas por duas pessoas no Torres Bar, na Mooca, zona leste da capital, que resultaram em graves intoxicações.

Relatos emocionantes das vítimas

Além do depoimento da condenada, a comissão ouviu Josy Perdigão, mãe de Leonardo Lima, de 24 anos. O jovem perdeu a visão após consumir bebida adulterada com metanol em uma festa no ano passado. Emocionada, Josy fez um apelo direto à acusada para que colabore com as autoridades.

“Eu perdi tudo, perdi meu sonho, hoje não tenho vontade de nem viver mais”, desabafou Leonardo, ressaltando que os danos foram muito além da cegueira.

Próximos passos da investigação

A presidente da CPI, vereadora Zoe Martinez (PL), e a vice-presidente, Ely Teruel (MDB), reforçaram a importância de descobrir onde estão localizados outros pontos de fabricação e comércio ilegal. Nesse sentido, dois novos requerimentos foram aprovados pela relatora Sandra Santana (MDB):

  1. Convite à Conatrec (Confederação Nacional de Cooperativas de Trabalho e Produção de Recicláveis) para prestar informações sobre o descarte de vasilhames.
  2. Intimação de Pedro Fernandes, apontado como o fornecedor das garrafas vazias de vodka e gim utilizadas no esquema.

Portanto, a CPI continua aprofundando as buscas para identificar toda a cadeia de distribuição que coloca em risco a vida dos paulistanos.

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